Como a obesidade é um problema genético?

Como a obesidade é um problema genético?

É um realidade que o excesso de peso e a obesidade são problemas que começam com a alimentação desequilibrada e a falta de exercício, mas também é verdade que muitos estudos afirmam que o fator genético influencia 40% a 70% de todos os casos.

No organismo humano há mais de 250 genes que estão relacionados com a obesidade. Uns têm que ver com o metabolismo, outros, com a saciedade ou com o apetite voraz. “No entanto, mais do que os genes que afetam o metabolismo, são os genes que regulam o apetite, a nível cerebral (incidem sobre a dopamina, a serotonina, opióides endógenos e muitas outras substâncias) que, possivelmente, estão alterados na maioria dos obesos”, diz João Paulo Méndez Branco, acadêmico da Faculdade de Medicina e coordenador da Unidade de Investigação em Obesidade que UNAM tem no Instituto Nacional de Ciências Médicas e Nutrição Salvador Zubirán.

Sabe-Se que mutações no gene do receptor 4 da melanocortina propiciam alguns casos de obesidade, mas há muitos outros genes envolvidos que determinam que uma pessoa tenha maior voracidade ou se conter diante de um grande prato de comida e não terminar.

“Nós meninos, que na obesidade possivelmente estejam envolvidos os genes dos receptores de dopamina, que é uma amina cerebral que regula o processo de cognição, a locomoção e o comportamento, mas o que tem a ver também com os vícios, às drogas, ao álcool, ao jogo, ao sexo, à comida…)”, comenta o pesquisador.

No entanto, não há que perder de vista que “com tudo o que um indivíduo tenha uma carga genética para desenvolver obesidade não implica necessariamente que vá ser obeso. Pode-Se notar essa predisposição com a educação”, explica o especialista da UNAM.

 

Leave a Reply